Primeiro trabalho autoral do baixista da Nação Zumbi, “Soturno” marca a transformação de Dengue para além do seu instrumento, com eletrônica lo-fi e altas doses de reggae (texto de Alexandre Matias). A ideia parte de uma mitologia: um planeta desconhecido, Soturno, orbita a Terra a cada 50 anos e provoca mudanças de comportamento. Afastado do grupo pela pandemia, Dengue se viu desafiado a trabalhar sozinho pela primeira vez; até então, sempre se vira como parte de um coletivo, fosse a Nação Zumbi ou projetos paralelos como o 3 na Massa.